Bom, antes de sair do Brasil eu disse que não estava com um bom pressentimento quanto a casa de família... Esperava estar errado... Mas infelizmente não estava. Nossa casa de família não é das melhores. Começando pelo pior, hehehehe. A comida é punk, difícil de comer. Liana é a mãe da homestay. Marjono é o pai da Homestay. Eles tem dois filhos, mas... Nunca os vimos... Isso mesmo... Nunca conversamos com eles. A filha do casal sabemos que mora em outra casa, pois é casada. O filho ? Não sabemos... Não sabemos se ele mora na casa ou não, a unica vez que vimos ele foi quando ele chegou de carro, passou pela nossa frente e ao descer, correu para dentro da casa. Nem lembramos mais o nome dele.
Algumas coisas são estranhas. Ao entrar na casa, temos que tirar os sapatos... A família é da Indonésia e veio para a Austrália em 1985, eu acho... O pai de família quase nunca aparece, temos muito mais contato com a mãe da homestay. São seis quartos, mas eles ficam em uma parte que parece ser apenas dos estudantes. Nós não temos acesso a toda a casa. Entramos pelos fundos, não pela porta principal. Na hora de comer... Temos uma mesinha separada pra comer... Acho que até podemos comer na cozinha, mas... A família não come conosco, aliás, nunca vimos eles almoçando ou jantando. É muito estranho.
Internet... Pensei que teria internet em casa pra poder atualizar o blog e mandar notícias, mas... Nada. Não temos internet... Se quisermos, posso ativar uma linha (60 dolares australianos), mais conta mensal (30 dolares australianos) e pagar pelo tempo que eu usar... Conexão discada, terrível.
Não ter acesso a internet é horrível, só conseguimos usar na escola. Nem sempre temos tempo e nem sempre os computadores estão disponiveis. Para usar a Internet com calma, tinhamos que ter acesso em casa.
A casa é longe do centro, onde fica a nossa escola. Temos duas opções... Pegar um onibus, perto da casa, descer em uma estação e despois pegar outro ônibus até o centro ou pegar um ônibus mais longe da casa e depois um ônibus direto para a cidade. Escolhemos quase sempre a segunda opção... Caminhamos quase 15 minutos e pegamos o ônibus direto para a cidade, que leva 25 minutos. Mas também tem coisas boas... Só precisamos lavar roupas intimas e meias... A Liana lava nossas roupas. A Liana é muito prestativa e legal, gente fina, mas não tem um inglês muito bom e as vezes fica dificil de entender, por causa do sotaque dela, mas nos entendemos.
A Erika me disse outro dia que talvez estivessemos exagerando, que a homestay, talvez, não fosse tão ruim assim, mas quando conversamos com as outras pessoas sobre a nossa homestay, o pessoal se assusta com o que nos contamos... Mas é diferente da maioria do pessoal, tem gente com homestay que não quer deixar a casa, ja nós... Estamos contando os dias... Estamos correndo atrás de um lugar pra alugar... Um lugar só para nós dois.
Na casa de família estavam quatro estudantes... Uma estudante da Tailândia, uma da China, a Erika e eu.
No domingo, a estudante da Tailândia foi embora, arranjou uma sharehouse, pra dividir com os amigos e se mandou... Sorte dela.
Nossa, como a Internet faz falta aqui viu...
terça-feira, 15 de maio de 2007
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