A different light in 2007
Olá, esta é a minha primeira postagem sobre a minha viagem para a terra dos cangurus.
Para começar, acho legal colocar aqui o motivo que me fez escolher sair do país e optar pela Austrália.
Em meados de 2005, minha noiva, Erika (já vou colocar o nome dela, assim nas próximas postagens só precisarei colocar o nome dela e não mais escrever "minha noiva"), estávamos conversando sobre planos para o futuro. Já estávamos juntos a mais de 5 anos. Eu estava terminando a faculdade na área de TI e ela no 3º ano de Administração.
Entre vários pensamentos, inclusive o de casar, descobrimos mais uma coisa em comum, (parece que depois de 5 anos já sabemos de tudo, mas sempre aparece uma coisa que nos surpreende em um relacionamento).
Essa "coisa em comum", era a vontade de viver algum tempo fora do país. Nós sempre curtimos passear e viajar. Sempre que possível, estávamos com o pé na estrada. Em 2005 mesmo, fomos para Porto Seguro, foi uma viagem sensacional.
Bom, mas a idéia de viver em ouro país, aprender o inglês, conhecer novas culturas, pessoas, cidades diferentes era algo que nos encantava. Conhecer a Europa então, um grande sonho, mas uma realidade bem distante. Com certeza seria uma experiência ímpar e quem sabe se as coisas dessem certo no exterior, poderíamos juntar um bom dinheiro e voltar com experiência internacional, o que aumentaria e muito nossas chances no mercado de trabalho brasileiro. Principalmente aqui em São Paulo onde completar um curso superior já não é mais suficiente.
Infelizmente pensar no futuro de um cidadão brasileiro é muito decepcionante. Vivemos num país sem segurança, sem educação, muita corrupção, sem incentivo a cultura... É frustrante. Queremos algo melhor... Então, qual a opção?
Sair do país. É claro que adoramos o Brasil, povo solidário, paisagens maravilhosas, não tem terremoto, furação, vulcão, enfim, é a nossa terra. Mas se pensarmos numa vida melhor e mais digna, não poderíamos ficar parado, só lamentando e acomodado, tendo uma vida corrida e com futuro completamente imprevisível.
No final do ano chegamos até a visitar algumas agências, mas tudo muito caro e complicado, era uma realidade que não conseguiamos visualizar.
No começo de 2006, começaram as feiras de intercambio em São Paulo, foi nessa época que nosso sonho de viver fora do país começou a criar forma. Visitamos varias e decidimos procurar por algo mais barato... Qual lugar ? Hummm... Canadá, pois nunca passou pela nossa cabeça viver nos Estados Unidos. Canadá era o destino mais próximo (passagem aérea mais barata), país com língua inglesa, (também tem francês, mas o que queríamos era aperfeiçoar o inglês).
Começamos a pesquisar e pesquisar, conversamos com diversas agências sobre o país. País de primeiro mundo, frio, bonito... Mas esbarramos em um grande problema. Para ficar 6 meses no país teríamos que trabalhar e... Não podemos trabalhar legalmente nos primeiros meses no Canadá. Como faríamos pra nos sustentar nos primeiros meses, só gastando? Uma alternativa seria juntar dinheiro por mais ou menos uns 5 anos e ir, mas levaria muuuuito tempo, ou ganhar na mega-sena, hehehe !!!
Acabamos descartando a possibilidade de ir para o Canadá e começamos a pensar na Europa (um sonho), mais precisamente Londres-Inglaterra. Buscamos várias informações sobre Londres. O bom em Londres é que o estudante pode trabalhar algumas horas, isso com certeza já ajuda para se manter no país. No meio de tantas informações chegamos a pegar algumas sobre a Austrália, mas o que mais assustava era o preço da passagem aérea, muuuuuuuuuuuito cara.
Visitamos algumas agências "especializadas" em viagens e cursos para a Inglaterra, mas de especializadas não tinham nada. As informações eram mais ou menos assim: - Um amigo meu foi e disse... Um conhecido nosso esta lá e informa que... - Nosso representante diz que o país é maravilhoso...
Os consultores vendiam um produto que eles não sabem como é. Ouviram falar que é assim ou assado e estão vendendo pacotes de viagem e cursos, assim não tem como botar uma fé.
Um belo dia a Erika me ligou dizendo que teria uma palestra sobre cursos no exterior no mesmo dia. Resolvi de ultima hora dar um pulinho lá, mesmo sendo bem fora de mão. Nossa, que sorte, ainda bem que resolvi ir à palestra. Com certeza foi Deus que me guiou para lá.
Pensei que seria uma palestra simples, bem abrangente, falando sobre cursos, como as feiras que visitamos... Mas não... Era uma palestra sobre a AUSTRÁLIA.
No começo fiquei meio decepcionado, pois sabia que a passagem era muito cara, mas quando a palestra começou, prendeu a minha atenção. Quanta diferença das agências "especializadas" em Inglaterra. O palestrante, sócio da agência que organizou o evento, tinha ido pra lá como estudante... Ele contou detalhes que ocorreridos com ele próprio. Com conhecidos e estudantes também... Mas como é diferente uma pessoa saber como são as coisas por ter vivenciado elas. A palestra foi show (o cara também era formado em Marketing e devia ter mais uns curso e MBA na área, ótimo vendedor, hehehe).
As informações sobre a Austrália, as belezas naturais, a segurança, a qualidade na educação, as oportunidades, mexeram comigo e com certeza com todos que estavam naquela sala. Ele conseguiu quebrar o meu receio de ir para a Austrália, (nem lembrava mais do valor da passagem, hehe). No final da palestra ele disse: - Se vocês forem com a minha agência, "claro que eu prefiro, heheh" ou outra... Não importa. VÃO. Aproveitem a oportunidade. Será uma experiência única na vida de vocês.
Foi nessa palestra que eu vi a primeira pessoa, falando sobre a
Austrália, mostrar o "brilho nos olhos". Sai daquela palestra com outra visão e fui procurar mais informações sobre a Austrália.
Erika e eu visitamos muuuuuuuuitas agências, umas especializadas em Austrália (essas sim, realmente especializadas, com consultores que foram para lá) e outras "especializadas", hehehehe !!!
Ainda tínhamos dúvidas entre Inglaterra ou Austrália, mas foi em uma dessas agências especializada, que tirou nossas dúvidas. Após conversamos com o consultor, saber sobre as vantagens, clima, oportunidades e muito mais, assistimos um vídeo sobre o país. Pronto !!! Vamos para a AUSTRÁLIA !!!
Comecei a buscar todo tipo informações sobre a Austrália, internet, livros, resvistas, feiras, orkut, amigos, colegas que foram. Não posso deixar de destacar que quando encontrava com uma pessoa que já tinha ido para a Austrália, eu enchergava aquele “brilho no olhos”. É incrível e muito animador. A pessoa falava: - Vocês vão para a Austrália ? - Q legal !!! - Vocês vão adorar... - O país é sensancional... E por aí vai...
A vontade é um fator fundamental, mas o fator financeiro não pode ser desconsiderado. Tivemos que abrir mão de muita coisa, esquecer de baladas (fomos em 3 baladas durante o ano todo), não viajamos nenhuma vez, nem pra praia que é perto. Economia total.
Começamos a focar na viagem a partir de março de 2006. Em setembro vendi meu carro, juntamos a grana e começamos a pagar a passagem e o curso, além de continuar juntando dinheiro para os primeiros meses na Austrália.
Decidimos ir para Perth, uma cidade com custo de vida menor que Sydney e Melbourne e com menos brasileiros também, melhor para aprimorar o inglês, mas agora tá lotado de brazucas por lá.
Temos que lembrar também que todo o processo de solicitação de visto não é nada fácil. Depois de você conseguir juntar uma boa grana para pagar o seu curso e a passagem aérea (a passagem aérea fiz em 12x), vem as documentações necessárias e as comprovações financeiras. Com certeza não é simples ir para a Austrália, principalmente na parte financeira.
Você precisa de aproximadamente 15 mil reais para um curso de 4 meses, precisa comprovar algo entre 12 mil reais (mínimo) e 16 mil reais, se tiver mais, com certeza será melhor. Todo o processo depende de cartas de sua empresa, carta de patrocinador (pais), nível escolar, IR, holerite dentre outras coisinhas, mas a parte financeira conta muuuuitos pontos. Para quem possui pais ou familiares que podem comprovar grana no banco, investimentos, pode ficar tranqüilo, mas se não possui, como o meu caso e o da Erika, tem que correr bastante, economizar muito e dar um jeito, hehehe !!!
No nosso caso, seriam 30 mil reais aproximadamente, mas é claro que não chegamos perto desse valor, hehehe !!! O que foi possível parcelar, parcelamos, economizar, economizamos... E até o dia de nossa viagem juntamos todos os centavinhos...
Para dar entrada no visto é um parto. Juntar toda a grana possível para comprovar nos holerites . Quando você pensa que não vai mais gastar dinheiro, aparecem mais coisas... Vários documentos autenticados, exame médico (+ ou - 250 reais, ele aceita poucos convênios), cheque para a embaixada (750 reais), despachante (+ ou – 200 reais)...
Olá, esta é a minha primeira postagem sobre a minha viagem para a terra dos cangurus.
Para começar, acho legal colocar aqui o motivo que me fez escolher sair do país e optar pela Austrália.
Em meados de 2005, minha noiva, Erika (já vou colocar o nome dela, assim nas próximas postagens só precisarei colocar o nome dela e não mais escrever "minha noiva"), estávamos conversando sobre planos para o futuro. Já estávamos juntos a mais de 5 anos. Eu estava terminando a faculdade na área de TI e ela no 3º ano de Administração.
Entre vários pensamentos, inclusive o de casar, descobrimos mais uma coisa em comum, (parece que depois de 5 anos já sabemos de tudo, mas sempre aparece uma coisa que nos surpreende em um relacionamento).
Essa "coisa em comum", era a vontade de viver algum tempo fora do país. Nós sempre curtimos passear e viajar. Sempre que possível, estávamos com o pé na estrada. Em 2005 mesmo, fomos para Porto Seguro, foi uma viagem sensacional.
Bom, mas a idéia de viver em ouro país, aprender o inglês, conhecer novas culturas, pessoas, cidades diferentes era algo que nos encantava. Conhecer a Europa então, um grande sonho, mas uma realidade bem distante. Com certeza seria uma experiência ímpar e quem sabe se as coisas dessem certo no exterior, poderíamos juntar um bom dinheiro e voltar com experiência internacional, o que aumentaria e muito nossas chances no mercado de trabalho brasileiro. Principalmente aqui em São Paulo onde completar um curso superior já não é mais suficiente.
Infelizmente pensar no futuro de um cidadão brasileiro é muito decepcionante. Vivemos num país sem segurança, sem educação, muita corrupção, sem incentivo a cultura... É frustrante. Queremos algo melhor... Então, qual a opção?
Sair do país. É claro que adoramos o Brasil, povo solidário, paisagens maravilhosas, não tem terremoto, furação, vulcão, enfim, é a nossa terra. Mas se pensarmos numa vida melhor e mais digna, não poderíamos ficar parado, só lamentando e acomodado, tendo uma vida corrida e com futuro completamente imprevisível.
No final do ano chegamos até a visitar algumas agências, mas tudo muito caro e complicado, era uma realidade que não conseguiamos visualizar.
No começo de 2006, começaram as feiras de intercambio em São Paulo, foi nessa época que nosso sonho de viver fora do país começou a criar forma. Visitamos varias e decidimos procurar por algo mais barato... Qual lugar ? Hummm... Canadá, pois nunca passou pela nossa cabeça viver nos Estados Unidos. Canadá era o destino mais próximo (passagem aérea mais barata), país com língua inglesa, (também tem francês, mas o que queríamos era aperfeiçoar o inglês).
Começamos a pesquisar e pesquisar, conversamos com diversas agências sobre o país. País de primeiro mundo, frio, bonito... Mas esbarramos em um grande problema. Para ficar 6 meses no país teríamos que trabalhar e... Não podemos trabalhar legalmente nos primeiros meses no Canadá. Como faríamos pra nos sustentar nos primeiros meses, só gastando? Uma alternativa seria juntar dinheiro por mais ou menos uns 5 anos e ir, mas levaria muuuuito tempo, ou ganhar na mega-sena, hehehe !!!
Acabamos descartando a possibilidade de ir para o Canadá e começamos a pensar na Europa (um sonho), mais precisamente Londres-Inglaterra. Buscamos várias informações sobre Londres. O bom em Londres é que o estudante pode trabalhar algumas horas, isso com certeza já ajuda para se manter no país. No meio de tantas informações chegamos a pegar algumas sobre a Austrália, mas o que mais assustava era o preço da passagem aérea, muuuuuuuuuuuito cara.
Visitamos algumas agências "especializadas" em viagens e cursos para a Inglaterra, mas de especializadas não tinham nada. As informações eram mais ou menos assim: - Um amigo meu foi e disse... Um conhecido nosso esta lá e informa que... - Nosso representante diz que o país é maravilhoso...
Os consultores vendiam um produto que eles não sabem como é. Ouviram falar que é assim ou assado e estão vendendo pacotes de viagem e cursos, assim não tem como botar uma fé.
Um belo dia a Erika me ligou dizendo que teria uma palestra sobre cursos no exterior no mesmo dia. Resolvi de ultima hora dar um pulinho lá, mesmo sendo bem fora de mão. Nossa, que sorte, ainda bem que resolvi ir à palestra. Com certeza foi Deus que me guiou para lá.
Pensei que seria uma palestra simples, bem abrangente, falando sobre cursos, como as feiras que visitamos... Mas não... Era uma palestra sobre a AUSTRÁLIA.
No começo fiquei meio decepcionado, pois sabia que a passagem era muito cara, mas quando a palestra começou, prendeu a minha atenção. Quanta diferença das agências "especializadas" em Inglaterra. O palestrante, sócio da agência que organizou o evento, tinha ido pra lá como estudante... Ele contou detalhes que ocorreridos com ele próprio. Com conhecidos e estudantes também... Mas como é diferente uma pessoa saber como são as coisas por ter vivenciado elas. A palestra foi show (o cara também era formado em Marketing e devia ter mais uns curso e MBA na área, ótimo vendedor, hehehe).
As informações sobre a Austrália, as belezas naturais, a segurança, a qualidade na educação, as oportunidades, mexeram comigo e com certeza com todos que estavam naquela sala. Ele conseguiu quebrar o meu receio de ir para a Austrália, (nem lembrava mais do valor da passagem, hehe). No final da palestra ele disse: - Se vocês forem com a minha agência, "claro que eu prefiro, heheh" ou outra... Não importa. VÃO. Aproveitem a oportunidade. Será uma experiência única na vida de vocês.
Foi nessa palestra que eu vi a primeira pessoa, falando sobre a
Austrália, mostrar o "brilho nos olhos". Sai daquela palestra com outra visão e fui procurar mais informações sobre a Austrália.
Erika e eu visitamos muuuuuuuuitas agências, umas especializadas em Austrália (essas sim, realmente especializadas, com consultores que foram para lá) e outras "especializadas", hehehehe !!!
Ainda tínhamos dúvidas entre Inglaterra ou Austrália, mas foi em uma dessas agências especializada, que tirou nossas dúvidas. Após conversamos com o consultor, saber sobre as vantagens, clima, oportunidades e muito mais, assistimos um vídeo sobre o país. Pronto !!! Vamos para a AUSTRÁLIA !!!
Comecei a buscar todo tipo informações sobre a Austrália, internet, livros, resvistas, feiras, orkut, amigos, colegas que foram. Não posso deixar de destacar que quando encontrava com uma pessoa que já tinha ido para a Austrália, eu enchergava aquele “brilho no olhos”. É incrível e muito animador. A pessoa falava: - Vocês vão para a Austrália ? - Q legal !!! - Vocês vão adorar... - O país é sensancional... E por aí vai...
A vontade é um fator fundamental, mas o fator financeiro não pode ser desconsiderado. Tivemos que abrir mão de muita coisa, esquecer de baladas (fomos em 3 baladas durante o ano todo), não viajamos nenhuma vez, nem pra praia que é perto. Economia total.
Começamos a focar na viagem a partir de março de 2006. Em setembro vendi meu carro, juntamos a grana e começamos a pagar a passagem e o curso, além de continuar juntando dinheiro para os primeiros meses na Austrália.
Decidimos ir para Perth, uma cidade com custo de vida menor que Sydney e Melbourne e com menos brasileiros também, melhor para aprimorar o inglês, mas agora tá lotado de brazucas por lá.
Temos que lembrar também que todo o processo de solicitação de visto não é nada fácil. Depois de você conseguir juntar uma boa grana para pagar o seu curso e a passagem aérea (a passagem aérea fiz em 12x), vem as documentações necessárias e as comprovações financeiras. Com certeza não é simples ir para a Austrália, principalmente na parte financeira.
Você precisa de aproximadamente 15 mil reais para um curso de 4 meses, precisa comprovar algo entre 12 mil reais (mínimo) e 16 mil reais, se tiver mais, com certeza será melhor. Todo o processo depende de cartas de sua empresa, carta de patrocinador (pais), nível escolar, IR, holerite dentre outras coisinhas, mas a parte financeira conta muuuuitos pontos. Para quem possui pais ou familiares que podem comprovar grana no banco, investimentos, pode ficar tranqüilo, mas se não possui, como o meu caso e o da Erika, tem que correr bastante, economizar muito e dar um jeito, hehehe !!!
No nosso caso, seriam 30 mil reais aproximadamente, mas é claro que não chegamos perto desse valor, hehehe !!! O que foi possível parcelar, parcelamos, economizar, economizamos... E até o dia de nossa viagem juntamos todos os centavinhos...
Para dar entrada no visto é um parto. Juntar toda a grana possível para comprovar nos holerites . Quando você pensa que não vai mais gastar dinheiro, aparecem mais coisas... Vários documentos autenticados, exame médico (+ ou - 250 reais, ele aceita poucos convênios), cheque para a embaixada (750 reais), despachante (+ ou – 200 reais)...
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